Ao longe, em brancas praias embalada
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza, a loira desposada
Do sol, dormita à sombra dos palmares.
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza, a loira desposada
Do sol, dormita à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins pousada
Na brancura de místicos altares.
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins pousada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho,
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais...
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais...
É minha terra! a terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais!
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais!
homenageia, em memória, o cearense, poeta, boêmio, jornalista e eloquente orador Francisco de Paula Ney, presença marcante no meio intelectual do Rio de Janeiro da belle époque.
Ele nasceu em Aracati no dia 2 de fevereiro de 1858. Filho de Mariano de Melo Nei – alfaiate – primeiro Mestre do corte em Fortaleza e D. Carlota Cavalcanti de Sousa Pinheiro.
