Até 2014 o terminal de passageiros Virgílio Távora, do porto do Mucuripe, em
Fortaleza, ganhará nova estrutura e será um dos mais modernos de todo o país,
ocupando uma área de 5 hectares no total, segundo planos da Companhia Docas do
Ceará (CDC).
No momento, o porto é, basicamente, um porto de atracação
de cargas, administrado e explorado comercialmente CDC. Em sua estrutura
interna, o terminal possui apenas um pequeno salão de embarque e desembarque de
passageiros, com banheiros, poucos assentos de espera, sem praças de alimentação
e sem quiosques. Tem um estacionamento público e volante, além de um posto de
táxi. Segundo Joaquim Bento, assessor técnico de Infraestrutura do porto do
Mucuripe, atualmente, a estrutura montada para o embarque e desembarque de
passageiros (scanners, palets) durante um cruzeiro marítimo, fica a cargo da
operadora de turismo que organiza a viagem.
Ampliar capacidade
O porto do Mucuripe aceita navios de,
no máximo, 35 mil toneladas, mas após as obras previstas de dragagem, o porto
terá capacidade para receber navios mais pesados, de até 70 mil toneladas. Para
receber os turistas que virão para Copa e depois dela, está prevista a
construção de um cais de 350 metros de comprimento e uma moderna estação de
passageiros. Não será apenas uma reforma, mas, praticamente uma nova construção.
Além das obras os planos prevêem a contratação de um novo sistema de segurança,
que contará com novos equipamentos de scanners. Segundo a Assessoria de
Comunicação do Porto, ainda será feita uma licitação para escolher a empresa que
irá realizar o projeto de construção do cais e da nova estação de
passageiros.
Os investimentos para as obras estão assegurados dentro do
Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e totalizam R$ 105 milhões. Segundo
Pedro Brito (Secretaria dos Portos), o novo portão náutico do Ceará contará com
posto da Polícia Federal, alfândega, praça de alimentação, sistema de
distribuição de bagagem e serviços de aluguel de carros.
“A nova
instalação dará ao Ceará uma condição invejável para atrair navios”, explicou
Brito. Em meses sem navios turísticos para atracar, o terminal continuará
recebendo navios de carga
